Cap. 1 - A gatinha que sobreviveu

   "Rua dos Pedreiros", estava escrito na placa da rua onde uma coruja estava pousada. Um velho senhor de barba branca com luzes rosas surgiu em meio a ruazinha desértica daquela noite nublada. Logo alguns metros de distância estava ou touro mecânico parado na frente da porta de uma casa. O velhos senhor pegou um esqueiro da bolsa de pele de onça e exibiu-o ao céu sem estrelas daquela noite. Click, fez o esqueiro, uma das lâmpadas da rua apagou e a luz que estava dentro do poste veio de encontro ao esqueiro. Click, click click, e então, todas as luzes estavam dentro do esqueiro.
   - Bruuuuuuu!!! - fez o touro mecânico para o velho senhor.
   - Eu devia sabe que estava aqui, Profª McDonald's - disse o idoso com uma voz, forçadamente, fina. O velho deu um giro com a ponta dos dedões e os cabelos e a barba viraram um redemoinho de branco e rosa cintilante ao meio da escuridão.
   O touro, que deveria ser a professora de que o velho falava, se levantou e se transformou em uma senhora de cabelos vermelhos berrantes presos em um coque apertado, o batom vermelho berrante preenchia a boca toda e até fora dela, seu nariz tinha um bola vermelha na ponta, e o sapato tamanho 67 também era vermelho, assim como as listras do seu macacão amarelo, com um M gravado no peito.
   - Boa noite, Prof. Cumbledore - disse a professora. - Os boatos são verdadeiros, Arco?
   - Creio que sim, professora. - respondeu o professor Cumbledore, que deveria ter o nome "Arco" no nome. - Os bons e os maus.
   - E a gata? - perguntou a professora.
   - Hagridiana a está trazendo.
   - Acha prudente, confiar a Hagridiana, uma porra tão importante como esta? - perguntou um pouco aflita.
   - Ah, professora, eu confiaria minha bata importada do Peru à Hagridiana.
   No mesmo instante, uma luz gigantesca surgiu no céu, uma suzuki hayabusa veio voando e pousou no chão da rua fazendo barulho, um homem gordo parecendo uma cachalote desmontou da moto, a calça jeans toda suja de giz na região do membro viril. Ele tinha algo nos braços, como uma gaiola de animais para viagens.
   - Professor Cumbledore, professora McDonald's - disse o homem.
   - Nenhum problema eu espero, Hagridiana - disse Cumbledore se dirigindo ao homem gordo.
   - Não, senhor. A gatinha adormeceu enquanto sobrevoávamos a Favela da Tijuca. Tentem não acorda-lo. - Ele entregou a gaiola para o professor.
   - Arco - disse a professora - Acha mesmo seguro deixá-lo com essa gente? Eu os observei o dia todo, são os piores tipos de otários que eu já vi. Eles são mesmo...
   - É a única família que ela tem - interrompeu o professor.
   - Essa gatinha vai ser famosa, não haverá gatos em nosso mundo que não saberão o seu nome - a professora esta preocupada com a pequena coisinha dentro da gaiola.
   - Exato. - O professor estava mais preocupado ainda - Vai ser melhor bem melhor pra ela crescer longe de tudo isso. Até que esteja pronta...
   O professor depositou a gaiola na entrada de uma casa e Hagridiana, que chorava, tossiu para chamar a atenção.
   - Pare com isso, Hagridiana - consolou o professor - não é realmente um adeus, sabe disso.
   Arco Cumbledore colocou um bilhete junto à gaiola, com uma gatinha branca dormindo, pequenina e frágil, com uma marca estranha na testa. No bilhete estava escrito na frente: Sr e Sra Cursley's. Rua dos Pedreiros 24, São Paulo, capital.
   - Boa sorte - desejou o professor olhando pela ultima vez a gatinha na gaiola -, Melly Poker.

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Artikel Cap. 1 - A gatinha que sobreviveu ini dipublish oleh Alberto de Lucas pada hari sexta-feira, 4 de novembro de 2011. Semoga artikel ini dapat bermanfaat.Terimakasih atas kunjungan Anda silahkan tinggalkan komentar.sudah ada 0 komentar: di postingan Cap. 1 - A gatinha que sobreviveu
 

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